quarta-feira, 4 de maio de 2011

Morreu o Osama!



Não caro leitor, não será um post sobre minha opinião da morte do segundo cara mais procurado no mundo (perde pro Wally), até porque como um fã dos protestos amalucado de Michael Moore, minha opinião pode ter sido afetada por alguma de suas teorias mais loucas que o Bozo. Falarei sobra algo que aconteceu comigo há muito tempo atrás, afinal este é o meu blog.

Cara, parece que foi ontem, mas já fazem 10 anos do dia em que levei um dos maiores cagassos de minha vida: o fatídico 11 de setembro.

Nessa época eu trabalhava na produção de uma metalúrgica, no horário das 05:00 às 13:30, e no meio do expediente apareceram algum peões em pânico anunciando o apocalipse: “Atacaram os Estados Unidos. Vai explodir a terceira gerra mundial!” . Mantive-me impassível diante do anúncio do final do mundo, pensando com meu capacete vermelho: “Carai, deve ter caído um avião num acidente e esses malucos já acham que vai voar míssil nuclear pra tudo quanto é lado...”, e continuei minha labuta como se nada de extraordinário havia acontecido.

Ao chegar em casa quase duas horas da tarde, peguei o prato com os restos do almoço que minha mãe generosamente deixava na geladeira e meti no microondas pra dar uma esquentadinha, enquanto isso liguei a TV pra ver o quanto os peões haviam exagerado e me deparo com isso.

Fodeo, foi tudo que consegui pensar.

Confesso que fiquei chocado, isso realmente poderia desencadear uma guerra, ainda mais com um maluco no poder como George Bush. Mas felizmente qualquer previsão apocalíptica estava errada.

Enquanto destroçava com voracidade os pedaços de frango de panela feitos com amor por dona Fátima e ficava chocado com os detalhes da atrocidade ocorrida lá na terra do tio Sam, ouvi alguém bater palmas e soltar o chamamento clássico: Ô de casa. Fui verificar enquanto limpava a boca cheia de gordura na manga da camisa (se você é um peão, aja como um), e me deparei com um carinha com cabelos curtos nas laterais e orelhas proeminentes, bem ao estilo militar. Ele pediu meu nome, me identifiquei e ele me entregou um envelope. Peguei o envelope, agradeci e voltei pra dentro. Abri o envelope e veio o cagasso: era uma convocação para comparecer ao batalhão de infantaria da cidade de Blumenau.


O grande problema de tudo é que eu havia prestado serviço militar nesse mesmo batalhão mais ou menos um ano antes do ocorrido, e na minha ficha estava descrito que eu falava Inglês (nível intermediário, mas numa situação dessas me parecia mais que suficiente). Eu ainda estava na reserva, ou seja, se alguma guerra explodisse eu seria um dos caras que seriam chamados pra combater.

O delicioso frango de panela de dona Fátima pareceu incomodado com a situação e queria voltar ao prato, não parava de se debater no meu estômago. Joguei o resto de comida no lixo e fui pra cama. Não precisei de esforço pra pegar no sono, o cansaço fez sua parte muito bem.

A noite, quando o resto da família chegou em casa, contei a boa nova e minha mãe só faltou chorar, enquanto meu pai falava: “Se tiver que ir, não tem jeito.”. Decidi que eu iria. Afinal, o exército americano provavelmente o melhor do mundo, se eles estavam arrecadando soldados brasileiros seria pra ajudar na segurança ou em uma missão de paz, eles não iriam nos mandar pro oriente médio.



E lá fui eu.
No fatídico dia de se apresentar no batalhão, eu percebi que várias mulheres chorosas levavam rapazes da minha idade, ou um pouco mais velhos, e estes por sua vez com a mesma cara de “putz” que eu deveria ter estampada no meu rosto. Teve uma senhora que até deu piti com um sargento e teve que ser acudida na enfermaria.

Fomos encaminhados para as devidas Companhias e enquanto estávamos formados no pátio, um tenente veio nos explicar o motivo de estarmos todos reunidos naquele dia: tudo não passava de um exercício de mobilização. Explicando, um exercício de mobilização é feito para determinar em quanto tempo o batalhão consegue reunir um efetivo que está na reserva, relembrar o treinamento e por na ativa.


Um tempo depois, quando o exercício estava quase no fim (durou somente uns 4 meses) fiquei sabendo de um dos sargentos que fazia parte da equipe que estava organizando a parada, que eles estava planejando o evento desde um ano antes do ocorrido e por azar ele acabaram enviando as convocações exatamente no dia 11 de setembro. Ele me disse que nunca recebeu tantos telefonemas de mães desesperadas pedindo para não mandarem seus queridos filhinhos para a guerra.
É muito azar mesmo hein?

E quanto à morte do Osama? Acho que foi merecida. Isso pode fazer os caras pensarem um pouquinho mais antes de fazer uma atrocidade como aquela. Pena que demorou tanto...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Histórias da infância: a pira de ninja!

Olá amiguinhos, eu meio que voltei.
“Meio” que voltei porque este post não garante que virão outros após isso, então nada de empolgação. Hehe


Bom, vamos ao post.
Quando eu era mais jovem eu era meio bobo. Quero dizer, “mais” bobo do que sou hoje em dia. Bobo e inocente. E acreditava muito nas pessoas, cegamente, isso me prejudicou por incontáveis vezes. Essa que será descrita em específico, hoje em dia chega ser hilária.

Nunca fui o cara mais legal da turma (nem perto de ser legal), então me apegava a cada colega que conseguia como se fosse a última esperança de um contato social. Então qualquer garoto que estudasse na mesma quarta série que eu teria no mínimo o triplo de malandragem que eu, isso se ele um cara meio banana.
Como eu nunca desisti de fazer amiguinhos, teve um garoto que virou meu melhor amigo por alguns meses e onde ele ia, lá estava eu seguindo-o como um pequinês de estimação. Porém nossa amizade se resumia aos horários escolares, não lembro de ter encontrado ele fora da escola. Ele era repetente, isso fazia dele um ano mais velho que eu e consequentemente umas quinze vezes mais malandro que eu. Era como se eu fosse o Boça e ele o Away de Petrópolis.

Ó eu aí, ó!

Nessa época as séries japonesas bombavam na TV. Changeman, Flashman, Jaspion, Cybercops, Lion Man, Go Go Five, Kamen Rider só pra citar alguns de memória. Mas mesmo que os meu favoritos sempre foram o Jaspion e os Cybercops, uma série em especial me fascinava: Jiraya.

Sucessor de Togakuri, Jiraya Yamashi!

Resumindo grosseiramente, era a história de um aprendiz de ninja que tinha que defender com a sua Espada Olímpica (esse era o nome da espada, sério!) um tesouro misterioso, que era protegido pela sua família há décadas, de vilões que usavam capacetes com cara de corvo. E toda aquela história de ninja fascinava a piazada na minha época (ainda hoje Naruto e suas histórias fantasiosas de ninjas fascinam a mim e vários outros no mundo inteiro).

Como todos os garotos da época, meu amigo também era ligadão nas histórias de ninjas, porém ele praticava judô e isso fazia dele praticamente um ninja para minha pessoa e acredite ou não, isso não é exatamente uma metáfora.
Ainda hoje não sei se ele também acreditava ou se só estava se aproveitando da minha inocência pra se divertir maldosamente, mas (pasmem) ele me fez acreditar que era um ninja de verdade e que eu seria seu discípulo!
Sério!



Pois é, quando eu contei isso pra Elis ela ficou me zoando por semanas.

O pior é que ele fez uma pequena cerimônia de batismo ninja, me dava missões e me fazia estudar algumas revistas de ninja em preto e branco que não faço idéia de onde ele conseguia. Algumas vezes eu matava meus estudos ninja, disfarçando o caderno de geografia ou de matemática dentro da revista, pois eu tinha muito mais medo de minha mãe que de mestre ninja. Dona Fátima fazia Oninin Dokusai, o líder da família de ninjas feiticeiros, parecer um boizinho manso.

Vaza negada, ela está com a colher de pau!

Isso era um segredo muito cabreiro, mas isso não me impediu de confiar novamente nas pessoas e dar com a língua nos dentes, o que me fez virar motivo de chacotas durante o resto do ano. Ainda de quebra, perdi em uma só paulada meu melhor amigo, meu mestre ninja e minha licença para ninjar por aí.

Como diz minha gatinha, coisas que só resta abobar-se!

:^)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Narco... o que?!?!?!

.
Olá, meu nome é Alan e eu sou Narcoléptico.
Sou assim desde pequeno, mas meus pais acreditavam que eu era apenas um garoto mais preguiçoso que a maioria das crianças da minha idade, porém ontem após uma consulta com um neurologista, descobri que eu tenho narcolepsia.
Mas afinal, que raios é essa Narcolepsia? (além de uma palavra feia pra caramba!)
Segundo a Wikipédia, Narcolepsia é uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono e em geral distúrbio do sono. É um tipo de dissonia.
Exemplificando, é o que o Mr Bean (Rowan Atkinson) tinha naquele filme "Tá Todo Mundo Louco!" (Rat Race), onde do nada o cara simplesmente apagava. Porém eu tenho uma versão menos extrema da doença.


A doença não tem cura, mas tem um tratamento sintomático, feito através de medicamentos psicotrópicos. No meu caso foi receitada Ritanila. Não, não é nada relacionado àquela cantora esquisitona, é apenas o nome comercial do Cloridrato de Metilfenidato.


O medicamento também serve para tratar o déficit de atenção com hiperatividade em crianças. Além de ser amplamente usado por estudantes para reduzir o cansaço e aumentar a concentração.
Isso seria algo bastante útil para alguém que as vezes pode ser meio desligado como eu.



Umas das coisas que me preocupam um pouco é a dependência que o medicamento pode causar. Mas também não quero chegar ao auge da minha velhice viciado apenas em Rollmops.

"Ritalina. Muito mais fácil que educar."

Então se algum dia eu tiver cochilado enquanto você caro leitor, me contava alguma interessantíssima história, ou me viu quase literalmente desmaiar dentro de algum veículo auto-motor em movimento, ou não entendeu porque eu insistia em fazer a saudação japonesa durante a interessantíssima palestra sobre as nuances da moda intercontinental ministrada por Cacau Menezes, por favor não me levem a mal. Não é que eu esteja desinteressado, é apenas uma manifestação involuntária da minha doença.


"Único. Só porque você é único não significa que é útil."


Hum, quem sabe eu siga a linha da Elis e acabe contando algumas das minha peripécias de narcoléptico (que não são popucas por sinal). Quem sabe...

:^D

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Armadilhas da vida


Domingo dia 03/07, acordo de uma noite de risadas na Thapyoka, me lamentando pelo fato de não ter mais idade nem ânimo para baladas. Senti a tristeza por não ter mais uma carinha de bolacha sorrindo pra mim pela manhã, aumentar significativamente. Quando pego meu celular para ver as horas, meu mau humor some como em um passe de mágica; havia uma mensagem no meu celular que dizia: "Adivinha o q eu vou assistir! Peixe Grande =)"
Atordoado e sem saber se era apenas um ato de maldade ou um convite, fui meio que me auto convidando para a seção das 14h. Mas não sem antes criar uma situação desagradável, devido a uma informação recebida por mim, que levou a uma mensagem infeliz, que levou a ligação furiosa, que levou à solução do problema.
Lá fui eu em direção ao apartamento de uma incendiária, conformado em ter apenas a satisfação de finalmente rever um filme maravilhoso e seguir com uma amizade.
Depois de por a fofoca em dia, estava começando a achar que havia algo de errado naquilo tudo. Muita conversa, linguagem corporal insinuativa, uma aparente relutância em assistir ao filme... aquilo estava parecendo uma armadilha.


Exatamente, só que ao invés de um coelho, era um gambá!


Só tive certeza do que estava acontecendo quando ela me mostrou este texto aqui. (clique para ler)


Pois é amiguinhos, fui pego nessa armadilha de jeito, só assim para atualizar meu blog depois de 8 meses.



Antigamente a tristeza me motivava a escrever, talvez era porque minha felicidade não era completa.

:^D

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Porcaria

eu esperava que o meu post de volta fosse diferente, mas...

Hoje eu recebi um e-mail que falava sobre como se faz pra pegar um javali.
Basicamente a técnica descrita no e-mail consistia em por comida todos oas dia em um mesmo lugar até os bichos se acostumarem com a comida, depois se coloca um lado de uma cerca e espera que se acostumem, e assim até estarem somente restar uma portinhola que os separe da tão preciosa comida fácil, e ao entrarem na portinhola são privados totalmente de sua liberdade.

"Hey galera, é aqui que tem aquele rango grátis"


O texto fazia analogia à programas políticos e etc.

Agora eu te pergunto: pra que diabos um javali vai querer liberdade? Isso tendo em vista que a liberdade de um javali consiste em ter que ficar todo o dia se fudendo atrás de comida (e nem sempre se dando bem nisso), ficar lutando pra conseguir uma fêmea, depois mais luta pra defender filhotes e o território e etc.
Lá no cercadinho ele tem tudo isso sem esforço nenhum, tudo o q tem de fazer é viver de boa, e como pagamento tem que entregar a sua vida no auge da farra. Aposto que segundos antes de morrer eles pensam: "eu tive uma vida boa"
"podicreee"

E ainda se não tiverem o azar de cair nas mãos de um assador qualquer, eles serão lembrados e elogiados. Eu não conheci nem o javali nem o carneiro que comi quase duas semanas atrás, mas não consigo me esquecer deles (ou do gosto deles).

Enfim, damos um valor enorme à coisas que nem sabemos direito o que são.
Liberdade, poder, glamour, amor, caviar...

Temos essa coisa de querer achar que tudo é maior, que tudo tem um propósito, que tudo dará certo, que fomos feitos para coisas incríveis... talvez não sejamos.

ou talvez eu esteja só cansado, confuso e ... ahh sei lá!

"eu sidei bem na vida!"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

frase solta

"Muitos dos problemas do mundo devem-se ao fato de que os ignorantes estão completamente seguros e os inteligentes cheios de dúvidas".

Bertrand Russel.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

frase solta

E quando você engana você mesmo, quem é o bobo e quem é o esperto?

(Alan Barp)